O sonho de Flávia Rodrigues, estudante de 21 anos, é mudar a comunidade onde nasceu: Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo.

Dedicada, Flávia criou o ‘Quero Trampo’, aplicativo que mapeia oportunidades de emprego dentro da comunidade, e agora conta os dias para apresentar o projeto no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).

estudantes criam app que mapeia empregos na Favela de Paraisópolis

Quero Trampo quer facilitar busca por empregos

O aplicativo está sendo desenvolvido por Flávia e outros cinco estudantes de diferentes universidades do Brasil. A ideia é conectar estabelecimentos que oferecem vagas de trabalho aos jovens de Paraisópolis em busca de emprego.

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Enxergando o potencial da empreitada, o MIT convidou a estudante para apresentar o projeto durante um evento de inovação nos EUA.

Eu resolvi criar esse aplicativo porque tem muito comércio e projetos em Paraisópolis. Mas é difícil a gente saber tudo o que acontece, sobre como podemos ajudar e trabalhar. Às vezes, a pessoa procura trabalho que nem gosta e [em um lugar] longe, sendo que tem tudo aqui dentro“, afirma Flávia.

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Reconhecimento

O objetivo do Quero Trampo é melhorar duas vertentes: a qualidade de vida da população local e a economia interna da comunidade, cuja maioria atribui ao desemprego um dos problemas mais urgentes de Paraisópolis.

A apresentação de Flávia no MIT acontece no dia 2 de abril de 2020, num evento promovido pelo MIT Brazil, Todos pela Educação e FGV (Fundação Getúlio Vargas). A viagem dará visibilidade a projetos como o Quero Trampo junto de futuros apoiadores e acadêmicos.

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“Queremos estourar as bolhas sociais, porque mais do que resolver esses problemas, buscamos compreender a realidade do outro. Não julgar. Tirar aquele preconceito da nossa criação, das redes sociais, e mostrar que em um ambiente multidiverso se pode realmente resolver problemas“, explica Juliana Mitkiewicz, professora do Insper.

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Como ajudar

Para ajudar a arcar com as despesas da viagem, Flávia e os estudantes que irão com ela criaram uma vaquinha virtual. Eles pedem R$ 10 mil para ajudá-los durante o período de dez dias nos EUA.

“Isso tudo está sendo muito além do que imaginei. Eu, moradora de Paraisópolis, com tanto preconceito, nunca imaginei que estaria indo para os Estados Unidos representando a minha comunidade. Sou muito grata a todo o apoio. A cada centavo que conseguir arrecadar serei grata. Porque tudo isso é só o início”, desabafa Flávia.”Eu só quero é poder ajudar a minha comunidade”, completa.

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Fonte: Ecoa/Fotos: Arquivo pessoal

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