O tema ‘venda de órgãos’ e o nome ‘Joel’ estão entre os assuntos mais comentados das redes sociais na tarde desta quinta-feira (16) devido à defesa que o filósofo e colunista do jornal ‘Folha de S. Paulo’, Joel Pinheiro da Fonseca, fez desse tipo de prática.

Na verdade, o historiador Jones Manoel relembrou, no Twitter, um texto de 2015 escrito por Joel defendendo a venda de órgãos.

Apesar de afirmar que sua opinião “mudou de várias maneiras”, o colunista aproveitou a polêmica para continuar argumentando em defesa da prática. Acompanhe as postagens de Joel na rede social:

No texto de 2015, Joel defende que a prática é uma possibilidade de renda extra para as pessoas que precisam.

“Alguns ficam indignados pela pessoa que vende o órgão. Provavelmente é alguém que passa alguma necessidade. Mas veja: a proibição de vender o órgão não melhora em nada a vida da pessoa. Pelo contrário, apenas tira dela uma possibilidade de renda. O que há de caridoso nisso?”, diz ele no texto.

O filósofo diz que tirar daqueles que necessitam uma possibilidade de conseguir uma boa renda não é o melhor caminho. “Se uma pessoa vê a venda de um órgão seu como o melhor caminho para obter um dinheiro necessário agora, quem é você para proibi-la e deixá-la sem o dinheiro? Sua ‘boa intenção’ apenas aprofunda a pobreza da pessoa sem lhe dar nenhuma ajuda”.

Para ele, o mercado de órgãos (não-vitais) legalizado poderia reduzir drasticamente as filas dos transplantes, evitando, assim, muitas mortes. Além disso, quem vendeu ainda conseguiria um bom dinheiro.

Joel questiona o motivo de ser um absurdo alguém vender um órgão sendo que nós aceitamos que a pessoa doe um. “Se ela pode dar de graça, e não vemos problema nisso, porque é um problema permitir que, ao invés de sair de mãos vazias, ela ganhe com essa ação?”, afirma.

Ao filosofar sobre o assunto, ele diz que um dos problemas dessa situação é que é possível que as pessoas façam más escolhas para elas mesmas e esta é uma decisão que não tem mais volta. Ao não pesar o benefício do momento com as limitações que ela terá futuramente, por não ter um órgão, as pessoas podem errar.

Segundo Joel, a melhor maneira de evitar essas escolhas erradas é melhorando a vida das pessoas, dando mais oportunidade, segurança, educação, para que elas não tomem decisões no desespero.

“Quanto maior a desigualdade e pobreza no país, ademais, maior o potencial dessas decisões desesperadas acontecerem. Assim, se fôssemos implantar o sistema, no mínimo um acompanhamento psicológico bem-feito e um tempo de espera para a pessoa seriam necessários”, afirma o filósofo.

O colunista da ‘Folha’ conclui o texto dizendo: “Vale lembrar que, como toda atividade humana, não é porque você proibiu que ela deixa de existir. Ela continua ocorrendo, mas de forma muito mais exploratória aos mais vulneráveis”.

Repercussão na web

Os internautas se surpreenderam com as opiniões de Joel e comentaram o assunto nas redes sociais. “Venda de órgãos como forma de RENDA???? Já temos o prêmio Wilson Witzel de sociopata do ano para nosso amigo Joel, e é apenas dia 15 de janeiro”, afirma um internauta.

“Caramba, quem é esse Joel Pinheiro, que defende que pobre venda seus órgãos? Eu li com meus próprios olhos, pq, se não, não acreditava… para o mundo, que eu quero descer”, afirmou outro.

Confira algumas reações nas redes sociais:

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Fonte: Feed Club

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